Poeta Cecílio Barros Pessoa

Por Wilnes Martins Pereira

Cecílio Barros Pessoa nasceu em Arraial do Cabo no dia 30 de outubro de 1902, no bairro da Praia dos Anjos. Filho de João Barros Pessoa e Ana Leopoldina Pessoa, casou-se com Possidônia Figueiredo Pessoa com quem teve 11 filhos.

Grande parte de sua vida foi dedicada à pesca, onde fez parte da companha da canoa Princesa. Por influência de um grande amigo, professor Heraldo Lopes, ingressou na Companhia Nacional de Álcalis e por lá trabalhou no setor marítimo por um bom período.

Quanto a sua raiz na literatura, disse, aos doze anos ter recebido uma mensagem do céu, relato esse confirmado por seu filho Mires Barros Pessoa. A poesia aflorou em suas veias e ele não mais parou de produzi-la; há quem confirma ser ele o detentor de dezenas de obras, todas feitas “de memória” e, em sua maioria perdidas e sem registro.

Era comum ver o poeta nas festas religiosas ou de épocas narrando seus causos engraçados e suas lendas, todas em cordel. Se alguém o pedisse para compor uma poesia, de imediato era atendido; bastava lhe passar o foco temático e logo o poema surgia.

No dia 21 de fevereiro de 1981, numa terça-feira de carnaval, falece o poeta e imortal Cecílio Barros Pessoa, príncipe dos poetas de Arraial do Cabo e patrono da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências – ACLAC, deixando um legado de lindas poesias como: “O Naufrágio de Bengo e Manuel”, “A Lenda do Bicho Mamã”, “O Naufrágio do Funchal”, “Gordo Simas”, “Carta a Narciso Lopes”, “O Abecedário dos Bichos”, dentre outras.

Após sua morte recebeu várias “homenagens póstumas”, sendo uma delas concedida por Leonel de Moura Brizola, Governador do Estado do Rio de Janeiro que, no de 1987, merecidamente o CIEP de número 147 passou a ser chamado de: Cecílio Barros Pessoa.