Ao cabista Carriço
À sombra da Igrejinha dos Remédios
Existe um lar de natureza pobre,
Com uma história cultural bem nobre
E uma arquitetura simples do prédio.
À sombra da Igrejinha dos Remédios
Existe um lar de natureza pobre,
Com uma história cultural bem nobre
E uma arquitetura simples do prédio.
Um velho casco de navio abandonado
Jazia inerte numa praia à beira mar.
Dizem que quando se faz noite enluarada
Ouve-se um canto de sereia pelo ar!
Através do Projeto lei
Favorecida pelos fatores climáticos, geográficos e
Águas geladíssimas da Praia Grande
Ela aqui se instalou.
Do alto do penhasco parecendo uma miragem diurna, lá
está ele, dia após dia.
Seus olhos cansados fitam o mar; na mão, uma bandeira
branca; no coração, uma esperança.
Deitado na areia da praia
Eu contemplo a imensidão do mar
Gaivotas sobrevoam as ondas
E vendo na praia pousar.
Naquelas noites fagueiras
Com o perfume das flores da canimeias
As moças brincavam de roda
E às vezes, pulavam de corda
Sob o luar de verão.
Arraial do Cabo, cidade criança,
vestida de raro esplendor.
O Sol te aquece de dia,
À noite, és berço de amor.
Arraial do Cabo, terra do sol e do sal
Cenário de rara beleza
Onde a mão da natureza
Esculpiu com tanto amor
O documentário resgata e problematiza, cerca de cinquenta anos depois, a temática do curta-metragem “Arraial do Cabo”, realizado por Paulo César Saraceni e Mário Carneiro. No curta, filmado em 1959, os diretores abordam o embate entre tradição e modernidade nesta pequena vila de pescadores, a pesca artesanal, única fonte de renda da população local na época, em contraponto à chegada da Indústria Nacional de Álcalis.